Cozinhando na Paisagem teve lugar nos Mercados de Olhão

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Antes de começar a cozinhar, Jorge Rocha e os convidados Hugo Oliveira e Veralisa Brandão – investigadores do Museu Municipal de Olhão, demoraram o seu olhar sobre a paisagem que forma o enquadramento desta sessão – a Ria Formosa, cuja beleza se prova fazer justiça ao nome. Dela se extraí o sal, o peixe, o marisco e foi precisamente em frente a ela que se construíram os mercados de Olhão, concluídos em 1916 – uma dinâmica interessante de diálogo paisagístico e da relação que um (Ria) e outro (Mercado) mantêm bem viva na vida das pessoas e deste concelho.
Enquanto as sardinhas iam sendo albardadas a conversa focou-se na importância da industria conserveira de Olhão, que se tornou um dos principais centros conserveiros do país a partir do final do séc.XIX. A conserva familiar e feita a partir da salmoura continuou a existir em paralelo com este desenvolvimento. Hoje em dia o panorama já é muito diferente, embora se continue a manter algumas conserveiras a funcionar. A sardinha e a cavala  eram as principais matérias primas desta industria.
Voltando à questão dos Mercados de Olhão é importante perceber que face à inovação da ciência e das novas regras de higiene e segurança alimentar, o edifício tem vindo a ser adaptado a essa nova realidade e nos anos 90 foi alvo de adaptações e remodelações para servir esse fim.
Toda esta conversa e mais, calmamente embalava o fazer dos pratos e para o final Olhão brindou a todos com um espantoso pôr-do-sol, bem ao estilo do Sotavento.
Aqui fica o menu:
Sardinhas Albardadas
Feijoada de Polvo
Mexilhões com manjericão
Ameijoas com base de açafrão das Índias, cominhos e limão
Salada de grão com batata doce com molho vinagrete com as variantes de conserva de filetes de sardinha e conserva de filetes de cavala e beringela no topo

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