Cozinhando na Paisagem teve lugar no Monte Molião

[Not a valid template]O Monte Molião oferece uma panorâmica sobre a cidade de Lagos ao mesmo tempo que nos mostra o que estava escondido debaixo da terra – escavações arqueológicas que remontam ao período desde a Idade do Ferro à época romana. É neste diálogo entre vestígios de um passado remoto e o presente visível que se estabelece um encontro simultâneo entre dois tempos. A perspectiva da evolução do Homem e do seu modo de se estabelecer fica assim a descoberto diante dos nossos olhos. Tomar consciência dessa transição foi possível neste Cozinhando na Paisagem, que além daquilo que se podia ver e ouvir no local (a visita guiada, pela professora e arqueóloga Ana Margarida Arruda antes da acção,cumpriu bem essa função), transportou esses dois momentos, passado e presente, para o desenvolvimento de um menu com essas referências, influências e contingências. Ao longo da preparação dos cozinhados foram-se debatendo essas mesmas heranças e acrescentando criativamente novas associações de ingredientes, alguns deles que só recentemente incorporados na nossa dieta. Os “ajudantes” do artista Jorge Rocha foram a própria Arqueóloga Ana Margarida Arruda, responsável pelas escavações, Carlos Pereira, investigador da UNIARQ, contando ainda com intervenções de Elena Móran, arqueóloga da Câmara Municipal de Lagos e também investigadora integrda da UNIARQ. O resultado foi este:

– Xerém de berbigão com sémola de trigo
– Sopa de tintureira com base de fava, com pão frito
– Codornizes fritas (com farinha de arroz para lhe dar crocância) regadas com molho de peixe, mel, limão e ameixas secas
– Ovos cozidos com pasta de mel, coentros, vinagre e molho de peixe,
– Ostras

Estiveram cerca de 80 pessoas presentes neste Cozinhando na Paisagem, tanto para a visita guiada como para assistirem à acção gastronómica. Online estavam cerca de 12 seguidores que iam comentando e colocando as suas questões. A parte mais exigente foi mesmo a abertura das ostras, por sorte houve a participação de um dos assistentes do público, que, fiel à sua origem francesa e grande fã do molusco se juntou à mesa nesta tarefa de perícia.
Esta acção foi realizada no âmbito das 5as Jornadas Portas Abertas do Monte Molião, realizadas a 26 de Agosto de 2015 e foi fruto de uma parceria entre a associação Rizoma Lab, a Câmara Municipal de Lagos e a UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

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